Esquizofrenia.

Atualizado: Jul 24


A esquizofrenia é um transtorno mental grave, que afeta em torno de 1% da população brasileira, o que significa que aproximadamente 21 milhões de brasileiros convivem com a doença. De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, existe uma predominância das doenças entre o sexo masculino.

Os sintomas principais da esquizofrenia incluem sintomas positivos ou produtivos e sintomas negativos ou deficitários. Entre os sintomas positivos ou produtivos estão: alucinações, delírios, distorções do pensamento; já os sintomas negativos ou deficitários são:  embotamento afetivo, retraimento social, pobreza da fala (alogia) e do conteúdo, falta de motivação, falta de auto-higiene e anedonia.  Irei descrever abaixo cada um deles:

Sintomas Positivos:

  • Delírios: se caracterizam por crenças fixas, não condizentes com a realidade, que podem incluir diferentes temas, como:

  • Persecutório: acreditar que está sendo vítima de perseguição por terceiros, seja no trabalho, na escola ou na rua. Por exemplo: “estão querendo me matar” ou “instalaram um chip na minha cabeça para me vigiar”;

  • Autorreferência: acreditar que algum evento ou acontecimento externo aconteceu por sua causa. Exemplo: “passar por duas mulheres conversando em uma praça e ter certeza de que estão falando mal dele(a).”

  • Grandeza: Acreditar que tem altas habilidades, riquezas ou superpoderes;

  • Erotomaníacos: Crença de que alguém o ama e está apaixonado por ele (a);

  • Niilistas: Acreditar que acontecerá uma grande catástrofe.


  • Alucinações: Experiências sensoriais que ocorrem sem estímulo externo, como por exemplo, ver pessoas ou coisas e  ouvir vozes (a mais comum);

  • Desorganização do Pensamento (Discurso): Discurso desconexo; quando o indivíduo conta uma história, as partes contadas não possuem coesão; perguntas e respostas sem relação de sentido entre si;

Sintomas Negativos:

  • Embotamento afetivo: Dificuldade de expressar sentimentos e emoções;

  • Retraimento Social: autoisolamento do grupo social do qual fazia parte, comportamento solitário.

  • Pobreza da fala (alogia) e conteúdo: ausência de ideias ou pensamentos

  • Falta de motivação: ausência de ânimo mesmo diante de situações que antes eram estimulantes;

  • Falta de auto-higiene: diminuição ou extinção das atividades de autocuidado;

  • Anedonia: perda da capacidade de sentir prazer.

O diagnóstico se dá por meio de avaliação clínica, quando os conjuntos de sintomas serão avaliados de acordo com o seu nível de impacto nas relações pessoais e profissionais, bem como no desempenho apresentado pelo indivíduo em cada uma destas interações [pessoais e profissionais].

É bastante comum que os primeiros sintomas da doença se apresentam no final da adolescência ou no início da vida adulta, o que acaba por afetar de maneira significativa a escolha profissional, a continuidade dos estudos, além da formação de relações amorosas ou desenvolvimento de relações já existentes. 

Além destes sintomas, é possível perceber uma queda significativa do desempenho em atividades cotidianas, nos estudos, no autocuidado e nas relações interpessoais, por exemplo. A falta de diagnóstico precoce pode  agravar a doença, além de aumentar a possibilidade de cronificação. É preciso estar alerta, pois nem sempre os sintomas prodrômicos ou residuais (sinais que precedem o sintoma em si) aparecem de forma clara.


Como exemplo de sintomas prodrômicos podemos citar a perda de energia, iniciativa e interesses, humor depressivo, isolamento, comportamento inadequado, negligência com a aparência pessoal e higiene. Estes sinais podem surgir e permanecer por algumas semanas ou meses antes do aparecimento de sintomas mais característicos da doença, dificultando o diagnóstico precoce. Portanto é fundamental estar atento e saber quais são os sintomas da doença.



Texto de psicóloga Hellen Carolina Martins Castro

Cofundadora do Instituto Construindo Saúde.

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